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China estoura a rebelião:A estratégia Zero Covid causa mais mortes que o próprio vírus. De Pequim a Xangai a população se cansou dos rígidos controles de saúde

Karina Michelin

Karina Michelin

Na China continua os Lockdowns, testes em massa e limitações de mobilidade. Depois de quase 3 anos de pandemia a população chega ao extremo e a intolerância é galopante. Se até a chegada do coronavírus a repressão afetava uma fatia ínfima da população chinesa, hoje a estratégia Covid Zero atinge a todos, do trabalhador migrante à burguesia urbana, núcleo duro do consenso político. E as desigualdades estão crescendo cada dia mais.

Pelas ruas as pessoas gritam: 

Não queremos testes, queremos liberdade”; “Partido Comunista renuncie! Xi Jinping renuncie!”. Na noite de sábado, centenas de pessoas marcharam pela Urumqi Road, a avenida de Xangai que leva o nome da capital Xinjiang, onde dez pessoas morreram em um incêndio na quinta-feira, por culpa do lockdown. ( aqui)

A “guerra popular” e os protestos em Pequim – Três anos após o surto em Wuhan, mostra que China continua sendo o último país do mundo a esperar poder domar o vírus com o isolamento  de contágios, e não com a imunidade do rebanho – uma verdadeira utopia.

À medida que as manifestações aumentam com o descontentamento do povo, aumentam também a repressão por parte dos governos. Para os estudiosos da história esses movimentos geralmente terminam numa ruptura do sistema para mais liberdade – ou pior, na implementação de verdadeiros sistemas totalitários. Klaus Schwab, Lula e outros líderes mundiais além das grandes elites do sistema, vêem a China como um modelo a ser copiado e pelo que estamos vendo no Brasil ele já está pronto para ser implantado, através do governo comuno-socialista.

Vale a pena lembrar quem exatamente defendeu essas políticas insanas de lockdowns contra a Covid-19 e nos obrigou a segui-las: As autoridades de saúde, as nossas próprias elites e a grande mídia.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, fez questão de frisar sobre os resultados incríveis que a China conseguiu “alcançar” com seus “lockdowns realmente rígidos”.

Bill Gates elogia a “resposta autoritária” da China e culpa a “liberdade” pelo fracasso da América.

https://videopress.com/v/YSEcUDN3?resizeToParent=true&cover=true&preloadContent=metadata&useAverageColor=true

O Financial Times atribuindo o “sucesso” da China aos “lockdownss rígidos” de Xi Jinping.

Klaus Schwab em uma recente entrevista ao canal estatal chinês, elogiou o modelo aplicado na China e sugeriu que esse regime se reproduzisse no Ocidente.

Anthony Fauci deu um depoimento juramentado descrevendo como a China inspirou o conselho sobre a contenção da Covid que ele emitiu para os Estados Unidos. ( aqui )

É claro que não é por acaso que Matt Pottinger e Deborah Birx,( aqui ) indiscutivelmente as duas autoridades mais importantes por trás dos lockdowns nos Estados Unidos, também tiveram sua ideia de contenção de vírus da China. Assim como o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, que assinou as primeiras ordens de lockdown no mundo ocidental. ( aqui )

Em 2020 e 2021, esses apelos para que as nações ocidentais imitassem os lockdowns da China atingiram um pico febril ( aqui ). Mas você nem precisa olhar tão longe. De fato, ontem mesmo, a jornalista do Washington Post Taylor Lorenz defendeu a política Zero Covid do PCC em meio aos protestos generalizados que explodiram entre o “ingrato” público chinês ( aqui ). Enquanto isso, o repórter da BBC, Edward Lawrence, foi preso e arrastado por um grupo de oficiais do PCC em Xangai.

A “guerra popular” e os protestos em Pequim – Três anos após o surto em Wuhan, mostram que a China continua sendo o último país do mundo a esperar poder domar o vírus com o isolamento repentino de contágios, e não com a imunidade do rebanho.Tudo isso continua sendo uma forma muito poderosa de controle sobre quase um bilhão e meio de indivíduos: dever e lealdade ao partido é tudo. Um dever de fidelidade que, no entanto, parecem estar desaparecendo aos poucos, justamente por causa da principal forma de contenção da população utilizada por Xi Jinping: o sistema de “contágio zero” é uma utopia além de se revelar mais letal que o próprio vírus. 

Durante as manifestações, os slogans “Xi renuncie” e um pedido de mudança democrática na China se tornaram intensos. Xi acaba de reiniciar seu terceiro mandato consecutivo, através de uma votação nada democrática ( aqui ). O povo chinês não é mais o mesmo, mesmo que o governo filtre as informações que eles possam receber, o povo deu uma virada pelas últimas notícias da Copa do Mundo no Catar – quando as emissoras chinesas censuraram torcedores sem máscara. Níveis que nem mesmo George Orwell em 1984 poderia imaginar.

Também começa a ficar difícil justificar as medidas draconianas implementadas em casa depois que Xi Jinping foi fotografado no G20 sem máscara. Nestes dias, as imagens do Estádio 974 em Doha lotado de torcedores inspiraram muitos comentários ressentidos na web. O modelo chinês está perdendo credibilidade agora que o resto do mundo voltou ao normal. O que fará Pequim? Por enquanto, a resposta foi bastante branda: em Xangai, a polícia se limitou a expulsar os manifestantes, enquanto em Xinjiang a quarentena foi facilitada. Mas as concessões parecem parar por aí. Esta manhã, o muito oficial Diário do Povo explicou na primeira página o porquê: “Sob a forte liderança do Comitê Central do Partido com o camarada Xi Jinping no centro, nosso país insiste em defender o povo e a vida acima de tudo. Nossa política de prevenção e controle [Covid] é determinada pela natureza e propósito da Parte.”

Protestos visam o governo central ( PCCh) – O Covid exacerbou ainda mais as distorções sociais pré-existentes. As desigualdades estão aumentando, a pobreza e os marginalizados continuam no mesmo lugar, com uma diferença – os números são mais altos do que antes. Soma-se a isso ao descontentamento de uma classe média que até agora se manteve complacente com um governo que soube garantir por trinta anos o bem-estar econômico diante de compromissos que muitos consideram aceitáveis, por exemplo: abrir mão de usar as redes sociais americanas ou eleger democraticamente seus líderes. Trocar os direitos do cidadãos e entregar suas liberdades em troca de um falso bem estar econômico – não é o melhor a fazer. Esses direitos são inegociáveis e se o povo abre mão desse direito, a sociedade esta condenada ao fracasso. 

Em suma, o cenário de 1989 para uma nova Tiananmen parece estar montado sob a sombra do Dragão. O desfecho, porém, naquela época foi no mínimo trágico: milhares de jovens perderam suas vidas, com protestos que foram reprimidos com violência extrema por parte dos soldados das tropas enviadas por Deng Xiaoping. Hoje, as medidas anti-Covid estão provocando protestos, rebeliões, confrontos em todos as cidades da China. Como Xi Jinping reagirá? Não sabemos, e esse é o maior dilema, a solução pacífica esta cada vez mais distante – o povo chinês despertou e resolveu partir para o tudo ou nada.

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3 comentários em “China estoura a rebelião:A estratégia Zero Covid causa mais mortes que o próprio vírus. De Pequim a Xangai a população se cansou dos rígidos controles de saúde”

  1. Nada é mais importante do que a liberdade tiranos são traidores da Liberdade por isso tem que ser fuzilados como sempre aconteceu na história da humanidade com os traidores

  2. Será que a culpa é mesmo do Xi?
    Bolsonaro tambem não usou mascara dando a dica pro povo, diz-se por ai que a Xing-Ling-landia esta com o poder dividido, quem sabe o Xing ling mor na verdade não esta dando a dica para o povo do pastel de flango?

  3. Caros, o que creio ser importante nessa questão é simples: TODOS os magnatas, plutocratas, estão a favor dessa agenda encarcerante! E a mérdia é o catalizador deles!
    Aqui no Brasil, graças a uma qualidade transcendental dos militares, eles não foram cooptados pelos lixos plutocratas, diferente do que aconteceu nos EUA, onde até traveca vira comandante, diferente de toda europa que os militares meio que compraram as retóricas e regras dosdemônios via união europeia!
    Ou seja, somos únicos em oportunidades!
    Somos um dos raros povos que têm as FFAA junto a eles!
    E o mais incrível, na europa, os qualificados, como o Orbán e o Putin, ambos estão a nosso favor, e só isso já é suficiente para termos certeza de que represália de lixos plutocratas só emplacam se a FFAA for cooptada!
    Vai haver a intervenção, mas é fundamental o povo na frente dos quarteis, a quantidade de povo na frente dos quarteis é que vai determinar o entusiasmo da lixeirada comuna latrinoamericana em querer afrontar a terra Brasilis!
    Povo em peso é garantia de vizinhos pianinhos e mais, com povo seguindo o exemplo, e como as FFAA são os exemplos da américa latina, os militares ainda militares, dos outros países irão imitar as FFAA!
    Isso é psicologia básica, o exmeplo cataliza o futuro!
    Nós iremos fazer a maior revolução da história da humanidade, e a mais abominada pela umanidade!
    É guerra, e se não queremos lixos fardados tropas das elites (os vermes comandantes das puliças já se entregaram ao xandão do pcc com promessas de grana!) atacando o povo a lá China,a solução é militar!
    Sugiro que estudem mais sobre o que são comandantes das PMs no Brasil para saber que tipo de escória é essa turma, e são esses lixos que irão nos caçar caso a turma do klaws schwab vença, se duvidam leiam os textos do judeu fux vomitando sobre a agenda 2030!
    O que acontece na China, em minha opinião é uma pálida imagem do que vai acontecer aqui se os comunoglobalistas chegarem!
    Deixar vivos esses arquitetos dessas agendas lockdownzantes é um erro, eles voltarão, logo, é fundamental a matança de agentes públicos, se não for isso, será a nossa matança!
    TODOS NAS FRENTES DOS QUARTEIS ATÉ NOVA ORDEM!

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Karina Michelin

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