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A guerra geopolítica e o lobby das vacinas

Karina Michelin

Karina Michelin

Já ouvimos Macron e Merkel levantar dúvidas sobre a eficácia da vacina Astrazeneca no mês de janeiro, causando uma certa perplexidade no mundo. Nada é por acaso, quando percebemos que tudo está acontecendo no contexto político. A América de Joe Biden inicia uma reaproximação com a Europa Continental, enquanto a União Européia e Londres fazem as contas com o impacto do Brexit. Trump chegou a financiar a vacina Astrazeneca no Reino Unido a pedido de seu amigo Boris Johnson injetando 1,2 bilhões de dólares.

Só em 2021, pelo menos 10 bilhões de doses serão vendidas em todo o mundo, o que irá trazer ao grupo Big Pharma um faturamento de 120 a 150 bilhões de doláres. A vacina Astrazeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford e a IRBM de Pomezia, é um produto tradicional em venda por 2,80 euros a dose, já a Pfizer desenvolvida em parceria com a empresa alemã BioNTech, é uma tecnologia avançada e custa 16 euros a dose.

Astrazeneca está comprometida com o fornecimento de 3 bilhões de frascos para 2021, enquanto a Pfizer tenta crescer além do limite estabelecido previsto, em torno de 1,2 bilhões. O desafio para o mercado europeu está entre os dois grupos, as autoridades de Paris, Roma e Alemanha continuam a semear dúvidas sobre a vacina britânica e Joe Biden agradece.

A guerra geopolítica está em andamento, onde a arma é a vacina e o território é a economia.

Putin está só esperando o momento certo para colocar Sputinik em ação, mas Pfizer e Astrazenca não vão deixar espaço tão facilmente para um terceiro competidor, se isso acontecer Sputinik poderá se tornar a nova variante Russa desta Pandemia.

Nunca foi pela sua saúde, e segue o jogo…..

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Karina Michelin

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