Japão e o compartilhamento das armas nucleares com os Estados Unidos

Karina Michelin

Karina Michelin

No final de fevereiro, o ex-primeiro ministro Shinzo Abe, levantou novamente a idéia de implantar armas nucleares americanas em solo japonês. 

Face a duas grandes ameaças de seus poderosos vizinhos, China e Rússia de dimensões continentais dos quais ambos possuem armas nucleares, o Japão vem se preocupando cada vez mais com a vulnerabilidade de seu território, ainda mais agora que a Rússia invadiu a Ucrânia. 

O Japão está tecnicamente em guerra com a Rússia desde o final da Segunda Guerra Mundial, e as duas nações nunca assinaram um acordo de paz, uma vez que  as ilhas Curilas foram ocupadas pelas forças da ex União Soviética e estão  anexadas no território russo desde então. 

As reuniões em busca de um acordo de paz foram suspensas por Moscou quando o Japão resolveu apoiar a Ucrânia colocando sanções a Rússia. 

Essas são as principais razões que levou Shinzo Abe a reabrir o debate de armas  nucleares, o que significaria a implantação de armas nucleares americanas em  território japonês. 

Atualmente, cinco países membros da Otan – Alemanha, Itália, Holanda, TurquiaBélgica, participam do compartilhamento nuclear americano. Se esse projeto fosse bem-sucedido, seria uma grande mudança na geopolítica  Ásia-Pacífico. O Japão, foi o único país do mundo a sofrer bombardeios atômicos  em 1945 em Hiroshima e Nagazaki.

Na década de 1960, o país adotou três princípios básicos sobre a energia nuclear – não fabricar, não possuir, não introduzir armas atômicas em seu território. Além do  país ter assinado um tratado internacional de não proliferação de armas nucleares.

Assim como nos países da OTAN, o Japão está protegido pelo “guarda-chuva  nuclear americano”, uma garantia de segurança baseada nas armas nucleares dos  Estados Unidos.

Uma professora especialista da OTAN Yoko Iwama da Faculdade de Doutorado em  Pesquisa Política (Tóquio), explicou ao jornal “Mainichi” que isso não seria uma  vantagem na prática, já que as armas atômicas pertencem aos Estados Unidos e os  “países que possuem esses dispositivos não podem usá-las sem a aprovação do  Grupo de Planejamento Nuclear da OTAN”, especifica Yoko Iwama. 

Outro ponto segundo ela, é que o país não poderia usá-las sem o consentimento  americano. 

“ Se Tóquio tentasse atacar um país pelo seus próprios interesses, seria  impensável que Washington desse luz verde facilmente […] Os americanos  também nunca permitiriam que o Japão tivesse armas nucleares a vontade”.

Para ela o Japão deve primeiro fortalecer sua capacidade de ataque a longo alcance  com mísseis balísticos ou cruzeiros. 

As tensões vem aumentando no extremo Oriente com a possibilidade de uma  invasão chinesa na ilha de Taiwan, que tem como principais alidos na região o  Japão e a Coréia do Sul, que também possui fortes laços com Washington.

Após um debate interno, o partido atual descartou a hipótese do compartilhamento  nuclear.

POR: LUCCAS LIMA

Fonte: 

https://www.courrierinternational.com/article/dissuasion-pourquoi-le-partage-nucleaire-est une-mauvaise-idee-pour-le-japon

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1 comentário em “Japão e o compartilhamento das armas nucleares com os Estados Unidos”

  1. Eu concordo com a Yoko Iwama, mas saliento que melhor é desdegenerar o japonês, pois existem máquinas de calcinhas de adolecentes usadas para os velhos tarados e pior, garotas se prestam a entregar suas calcinhas para essa escumalha!
    A internet sexualizou o japones da forma mais torpe, basta observar em mangás que as mulheres se vestem e se comportam como meninas colegiais, e isso não é normal, isso é tão patológico como essa moda lixo de mulheres raspadas em suas genitálias, como se fossem crianças, uma clara incitação subliminar ao estupro infantil (vulgo pedofilia)!
    A sociedade japonesa está muito permeável às degenerações ocidentais, da europa e dos EUA e até do Brasil (é triste o Brasil está “bem” conceituado nesse ranking), e aí, tanto faz se existem armas formidáveis quando o povo é lixo!
    Vejamos o exemplo das FFAA dos EUA, onde traveca é visto como mulçher, inclusive em dia de homenagem a mulheres militares o tema foi um traveca imundo com o pescoço da largura da mulher que o entrevistava! Até travecão asqueroso como almirante e general tem!!
    Daí, que tipo de FFAA se garante com esses dejetos?
    Simples, aberrações perigosíssimas com armamentos terminais!

    Portanto creio ser mais importante a formação da tropa, do povo, pois forças militares são nada mais que o braço armado do povo! Daí, com essa proposta é até possível destruir uma nação como a escumalha da sinagoga fez em hiroshima e nagasaki, mas não se destrói o povo. Tanto é fato que o que destruiu o japonês não foram as bombas mas sim a degeneração vinda via TVs, internet, e toda sorte de imundície via ondas hertzianas que são imparáveis e não adianta criar escudos contra ela.

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