ITÁLIA: Muitos hospitais ainda adotam protocolos incorretos nas alas de Covid – levando pacientes a óbito

Karina Michelin

Karina Michelin

A jornalista italiana Angela Camuso, publicou um artigo no jornal “La verità ” nesta sexta-feira (18-02) denunciando o tratamento contra o Covid-19 nos hospitais italianos, a matéria investigativa se tornou pauta de um programa televisivo muito conhecido, chamado ” Fuori dal Coro” apresentado pelo jornalista Mario Giordano. (video abaixo).

A matéria foi censurada no site de Mediaset, ocultando os possíveis homicídios nos hospitais – mas aqui podemos visualizá-la sem nenhum tipo censura. Segue na íntegra o artigo traduzido publicado pelo jornal La verità assinado pela jornalista investigativa Angela Camuso.

O estudo de GATTINONI: oxigênio muito alto e entubações precoces podem ser fatais. Mas nas estruturas hospitalares os tratamentos continuam obsoletos.

Pacientes infectados pelo Covid-19 com pneumonia, que são submetidos a ventilações mecânicas com pressões de oxigênio muito alta nos hospitais, podem ter agravamento irreversível, bem como as entubações precoces – isso tudo foi revelado através do programa “Fuori dal Coro” exibido na última terça-feira no canal 5: vários cientistas, incluindo o anestesista Luciano Gattinoni, pesquisador de renome internacional, alertam a comunidade científica para essa realidade há um ano e meio, um estudo também foi publicado na revista científica  Intensive Care Med (aqui) – mas essas descobertas ainda continuam sendo ignoradas pelas instituições.

De fato, os protocolos em vigor para reanimações não são atualizados desde 2020 – ainda prescrevem altas pressões de oxigênio já no início, assim como  recurso imediato e sistemático à entubação. Felizmente, em algumas UTI’s a abordagem terapêutica mudou, justamente à luz das novas descobertas, mas em muitos hospitais há médicos, muitas vezes sem experiência, principalmente se contratados em enfermarias montadas às pressas, que ainda seguem os protocolos obsoletos. Assim, em vez de tratá-los, os doentes agravam, muitas vezes sem possibilidade de retorno. 

Talvez isso esteja por trás das histórias de pessoas que chegam ao hospital com as próprias pernas – não idosos e sem patologias, que após alguns dias de tratamentos com oxigênio em altas pressões pioram repentinamente e depois morrem em terapia intensiva, além disso, muitas vezes também por infecções bacterianas contraídas no hospital desencadeadas pelos dispositivos de ventilação. Por que ainda temos uma das maiores taxas de mortalidade do mundo na Itália? 

O que o grupo de pesquisa descobriu no estudo coordenado por Gattinoni , realizado em pacientes tratados com capacetes de oxigênio no hospital San Paolo, em Milão, é chocante: dos pacientes que chegaram à enfermaria com a mesma gravidade de pneumonia, aqueles que acabaram piorando a ponto de serem entubados foram aqueles que mais sofreram danos por receberem altas pressões de oxigênio. Os pacientes curados, não foram submetidos as altas pressões de oxigênio, portanto este protocolo se revelou inútil ou até mesmo prejudicial para aquele tipo de paciente. 

A ventilação mecânica, por outro lado, não é uma cura mas um suporte para dar tempo de cura ao paciente, desde que seja usado corretamente.

Observamos que os mecanismos pelos quais se cria a falta de oxigênio nos pulmões são diferentes da pneumonia C-19 em relação a outras pneumonias. De fato, enquanto para outras pneumonias o problema está nos alvéolos, que não trocam mais gases porque estão cheios de matéria infecciosa, no C-19 o problema é vascular, ou seja, como o sangue circula nos pulmões. Os doentes pelo Covid tem os pulmões cheios de gás, e se eu já tenho um pulmão cheio de gás e coloco pressões muito altas, continuo colocando gás no pulmão e criando uma série de problemas, especialmente à microcirculação, sem nenhum benefício. Do nosso ponto de vista, a ventilação mecânica deve ser a mais inofensiva possível, principalmente nos estágios iniciais. Por inicial quero dizer quando o paciente vai ao hospital porque sente falta de ar e através de um exame se verifica uma pneumonia intersticial.” – explica Gattinoni.

Casos relatados :

Davide, de Bologna, é uma das muitas testemunhas que nos fazem refletir : 

“Antes de entrar na ambulância, meu pai se vestiu sozinho, fez a mala sozinho  e entrou na ambulância com as próprias pernas. Só tinha a saturação um pouco baixa. Algumas horas depois, eles o sedaram para entubá-lo sem nos avisar. Pedimos o prontuário médico, o hospital respondeu através de um e-mail que foi perdido.

Os filhos de um senhor de Torino que morreu no hospital San Giovanni Bosco ainda estão em estado de choque. Eles decidiram internar o pai porque em casa a bomba de oxigênio tinha acabado e ele estava com dificuldades para respirar. Quando o homem chegou ao hospital, imediatamente o trataram  com alta pressão de oxigênio  (muito diferente da bomba de uso doméstico que emanam de forma mais suave) –  imediatamente os médicos disseram que talvez seria necessário entubá-lo. Os filhos do senhor começaram a gravar os telefonemas com os médicos, todos muito jovens, que diziam literalmente que o pai estava sendo  monitorado todos os dias e haviam detectado sinais de deterioração e teriam que antecipar a entubação. No meio tempo, as pressões de oxigênio aumentam. Ele fica cada vez pior. Acaba entubado e morre alguns dias depois.

No hospital San Martino, em Gênova, novamente, em prazo de dias: uma senhora conversa com seu marido de 69 anos ele ri, brinca, se levanta. Depois de algumas horas eles o entubam. Ele morre algumas horas depois.

“Atendi centenas de pacientes Covid com pneumonia - diz Agostino Ciucci, médico do pronto-socorro do hospital Vito Fazzi em Lecce - e pude constatar com minha experiência que quando os doentes permaneciam na sala de emergência porque as terapias intensivas estavam cheias e, portanto, eram assistidos com cilindros de oxigênio normais e não com ventilação mecânica de alta pressão, no final se curaram. Nas mesmas condições de entrada, no entanto, muitos daqueles que foram transferidos para a terapia intensiva por terem os leitos desocupados, acabaram entubados e morreram.”

Algo não está certo  em muitos hospitais e nos casos de reanimações – isso vem sendo testemunhado pelas histórias cada vez mais numerosas de pacientes que decidem deixar, apavorados, os hospitais contra o consentimento dos médicos: Pessoas que estavam destinadas à entubação e, em vez disso, deixaram o hospital com as próprias pernas, voltando  para casa e  se curando incrivelmente. Aconteceu com uma senhora que foi hospitalizada no hospital  Sant’Orsola em Bologna e uma empresaria de 55 anos de Cesena, que inclusive foi submetida a um laudo psiquiátrico, porque segundo os médicos que se recusaram a dar alta a senhora, ela não era capaz de entender e querer. 

Há um mês, na ala Covid do hospital Mauriziano de Torino, os médicos chegaram a chamar a polícia porque um paciente, Giacomo Pinto, queria receber alta. Do outro lado da linha a polícia disse a esses médicos que eles certamente não poderiam deter o paciente, então o Sr. Giacomo, depois de ter chamado uma ambulância particular, saiu da enfermaria com as próprias pernas e depois se curou em casa, com terapias medicamentosas e suporte de oxigênio emanando do cilindro.

Mesma situação vivida pela Sra. Franca F. de Bologna: a mulher faz um vídeo na mesma tarde da demissão obtida somente após a intervenção de um advogado: ela aparece em  pé e falando normalmente, embora estivesse com  a ajuda do cilindro de oxigênio. “ Eles queriam a todo custo colocar a máscara e me entubar” disse a Sra. Franca, que hoje está perfeita e curada. 

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4 comentários em “ITÁLIA: Muitos hospitais ainda adotam protocolos incorretos nas alas de Covid – levando pacientes a óbito”

  1. Puxa vida…mas já se falam tanto e por todos os cantos do mundo , várias formas de tratamento para o COVID , e alguns profissionais da saude ainda insistem nesse tipo errado e assassino de tratamento???????? Isso é imperdoável!! Esses deveriam rasgar seus diplomas!!!!!

  2. Brenda Fernandes Aprigliano

    Em 2020 já se tinha reconhecido o Covid como doença vascular. É imperdoável que ainda se cometam tais erros.
    Se tornou assustador ver médicos sendo cúmplices de ganho de função, de desinformação ao público através da mídia lacradora, conflito de interesse em envolvimento com os fabricantes de vacinas experimentais, ganhos em atestados de óbito de Covid, etceteras.
    Os verdadeiros médicos que estão denunciando os crimes das vacinas experimentais e do ataque aos medicamentos que curam estão sendo perseguidos e apagados das redes sociais.
    Tudo isso nunca foi pela saúde, mas sim por razões nada nobres e inconfessáveis!

  3. Minha pergunta é: quem responderá por todos esses “erros criminosos” que estão acontecendo nessa fraudemia?
    O tratamento medicamentoso existe, já se provou eficaz, mas continuam insistindo em intubação, vacinas experimentais e lockdowns inúteis. Tudo resultando em mais mortes e tragédias sem fim. As medidas sanitárias se tornaram piores que a doença.

  4. É bem complicado esse cenário dentro de um contexto onde os médicos ocupam um lugar de respeito e poder na socidade. Como se opor a um diagnóstico médico e se opor a ponto de se recusar do mesmo? A Covid foi muito bem planejada e orquestrada de forma a ninguem duvidar da sua gravidade. Manipulação de massa em grande estilo. É claro que todos os cúmolices não vão escapar das Leis Universais!!! Um dia a casa cai!!! E não vai demorar muito!

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